Custo de uma reforma completa: onde está o maior gasto da obra?

Custo de uma reforma completa: onde está o maior gasto da obra?

Entenda como o custo de uma reforma completa se distribui entre projeto, parte civil, marcenaria e acabamentos. Veja onde está o maior gasto da obra e como planejar melhor seu investimento.

Depois de entender quanto custa uma reforma leve, média e de alto padrão e em qual faixa de investimento sua obra tende a se enquadrar, o próximo passo é compreender como esse valor se distribui ao longo da reforma. Em uma reforma completa, o custo total não está concentrado em um único item, mas dividido entre diferentes macroáreas da obra, como projeto de arquitetura, parte civil, marcenaria, gerenciamento, instalações e acabamentos.

Neste artigo, você vai entender como o custo de uma reforma completa se organiza por grandes áreas, com base em obras reais executadas em São Paulo, e por que essa leitura é fundamental para quem busca uma reforma bem planejada, com controle, clareza e alinhamento entre projeto e execução.

1)Distribuição média dos custos de uma reforma completa de médio/alto padrão

Para visualizar melhor como o orçamento de uma reforma se distribui, é importante analisar os custos por grandes áreas da obra, e não apenas pelo valor final ou pelo custo por metro quadrado.

O gráfico abaixo apresenta a distribuição média dos custos, com base em reformas completas de médio a alto padrão em apartamentos recém entregues pela construtora, com áreas médias de 105m² executadas pela Integra Reformas na cidade de São Paulo. Para facilitar a leitura e preservar a confidencialidade dos projetos, os dados são apresentados em percentuais, refletindo a proporção de investimento em cada etapa da obra.

Como ler este gráfico

A maior parte do investimento de uma reforma de alto padrão está concentrada na execução civil e marcenaria, juntas elas representam aproximadamente 46% do custo total da reforma. É importante saber quais são os itens mais custosos, para focar em eventuais descontos ou redução de custos justamente nesses grandes itens.

Projeto de arquitetura e gerenciamento de obra, quando analisados em conjunto, representam uma parcela menor do custo total – em torno de 15% do valor global da obra mas têm impacto direto na previsibilidade financeira, na redução de retrabalhos e no controle dos prazos.

Além do desenvolvimento do projeto, esse percentual envolve a responsabilidade técnica e legal da obra, gestão de equipes e fornecedores, organização logística, acompanhamento diário dos serviços e tomada de decisões técnicas ao longo da execução. Em reformas completas, esses itens funcionam como estruturantes do processo, garantindo que o investimento seja respeitado do início ao fim.

Onde nasce o custo de uma reforma?

De forma geral, o custo de uma reforma nasce em dois grandes blocos:

Parte civil – aproximadamente 20% do custo total:

Inclui demolições, remoção de entulho, elétrica, hidráulica, regularização de contrapiso, instalação de forro de gesso, instalação de revestimentos, pintura, instalação de louças, metais e acessórios sanitários, adequações técnicas e em alguns casos a limpeza fina pós obra. Quanto maior a mudança de layout e a intervenção na infraestrutura, maior tende a ser esse custo.

Ou seja, soluções projetuais bem definidas podem reduzir custos nessa área ou direcionar o investimento para o que é mais necessário para o cliente.

Marcenaria – aproximadamente 26% do custo total:

A marcenaria envolve todos os armários e elementos planejados do apartamento, executados por empresas especializadas e sob medida para cada projeto. O custo dessa etapa varia principalmente de acordo com a quantidade de ambientes atendidos, o nível de detalhamento e os materiais especificados. Neste percentual, a marcenaria está instalada em todos os ambientes do apartamento.

Em alguns projetos, como forma de otimizar o investimento, a marcenaria é concentrada apenas em áreas essenciais, como cozinha e dormitórios. Em outros casos, quando o cliente possui um orçamento mais confortável, a marcenaria é estendida para todo o apartamento, incluindo sala de estar, hall de entrada, área de serviço e sanitários. Essa decisão impacta diretamente o valor da obra, mas também entrega um imóvel mais funcional e completo, permitindo que o morador se mude para um apartamento 100% pronto, sem a necessidade de intervenções posteriores.

Revestimentos, mobiliários e eletros – aproximadamente 17%

Embora esse itens, somados, representem em média cerca de 17% do custo total da reforma, eles merecem uma atenção especial, pois são justamente os blocos com maior variação de preço dentro do orçamento.

No caso dos revestimentos, a diferença de custo pode ser significativa. Existem materiais de boa qualidade com valores em torno de R$100,00/m², enquanto outros, especialmente importados ou de alto padrão, podem ultrapassar R$1.000,00/m². Além disso, o impacto financeiro não se limita apenas ao custo do material: alguns revestimentos exigem mais tempo de execução e técnicas específicas de instalação, o que pode fazer com que o valor da instalação dobre em relação aos materiais mais comuns que também são de qualidade.

O mesmo raciocínio vale para a escolha de mobiliário e eletrodomésticos. Existem opções funcionais e acessíveis em grandes redes de home center, assim como peças assinadas, eletros de alto desempenho e mobiliário de design, cujos valores são significativamente mais elevados. Para ilustrar, uma geladeira comum pode custar R$4.000,00 ou ultrapassar R$15.000,00, dependendo da marca, tecnologia e acabamento.

Essas decisões têm impacto direto no custo final da obra e podem reconfigurar completamente a distribuição percentual do orçamento. Por isso, a especificação cuidadosa desses itens é fundamental para garantir que o investimento esteja alinhado ao padrão do projeto, ao valor do imóvel e aos objetivos do cliente – evitando desequilíbrios financeiros ou escolhas que não tragam retorno proporcional.

Leitura final sobre a distribuição dos custos da reforma

Analisar a distribuição dos custos de uma reforma de médio e alto padrão permite uma visão muito mais estratégica do orçamento. Mais do que observar percentuais isolados, é fundamental entender como cada macroárea da obra — parte civil, marcenaria, revestimentos, mobiliário e eletrodomésticos — se relaciona com o padrão do projeto, com o valor do imóvel e com os objetivos do cliente.

Quando essa leitura é feita desde o início, o planejamento se torna mais claro, as prioridades ficam bem definidas e o risco de surpresas financeiras ao longo da obra é significativamente reduzido. No próximo conteúdo, avançamos um passo além dessa análise e mostramos por que tantas reformas estouram o orçamento — e quais decisões práticas ajudam a controlar custos e evitar desvios ao longo da execução da obra.

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